Ouro Preto, 

EDIÇÃO 354

EDIÇÕES ANTERIORES

 

 

Navegue melhor com 

Firefox

PESQUISA

Lista Telefônica
 
 

 

   

10/03/2008 00:09

Vereadores suspendem trabalhos da Comissão Processante

C. Lafaiete - Um clima de tensão pairou sobre a Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete, na manhã do dia 26, quando os trabalhos da Comissão Processante que apuravam denúncias contra o prefeito Júlio de Almeida Barros, (PT) foram encerrados.
Os Vereadores acataram decisão judicial não realizando a sessão.
Na tarde de segunda feira (25), a Juíza da 4ª Vara de Conselheiro Lafaiete, Andréia Cristina Miranda Costa, acatou a decisão da Desembargadora do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Maria Elza, que defere o pedido de antecipação de tutela recursal para que fossem suspensas as atividades da Comissão Processante até decisão ulterior.
A tensão tomou conta dos aposentos que estavam na Casa e houve também uma calorosa discussão entre o vereador Divino Pereira (PV) e José de Pádua Rodrigues, autor da denúncia que deu origem à comissão que, aos gritos, expunham suas opiniões.
Exatamente às 10hs, acompanhado dos vereadores Victor Bhering, Hélio, Aluísio de Melo, Ivar de Almeida, Derli Aleixo, Benito Laporte, Divino Pereira e Zilda Helena, o presidente da Câmara, Pastor José Boaventura (PSDB), confirmou a suspensão da sessão e argumentou: "A razão da suspensão desta sessão se deve a uma decisão judicial, em ação ajuizada pelo próprio denunciado - prefeito Julio Barros e, respeitando a decisão do Poder Judiciário, deixamos de abrir a sessão de julgamento. A Câmara cumpre seu dever. O prazo legal fixado para os trabalhos da Comissão Processante, de 90 dias, termina hoje, 26.02 e não teremos mais condições de realizar o julgamento.
Deixemos que o povo e a população façam, nas urnas, o seu julgamento", finalizou .
Ao ser perguntado sobre qual a sensação de ver encerrado os trabalhos da Comissão Processante, o Prefeito Julio Barros desabafou: "Sensação de justiça; esta barbaridade não podia continuar. Tenho trabalhado junto com a comunidade, trabalhando com transparência, com lisura. Isto que aconteceu aqui é uma grande vitória.
Acho que o Pastor Boaventura foi feliz quando disse que cabe ao povo fazer julgamento e confirmar ,ou não, nas urnas essa administração.
Em nenhum momento, nem na CPI nem na Comissão Processante, meu nome foi citado. Então eu estava sendo processado por que? Houve algum roubo? Houve alguma apropriação indébita? Houve alguma utilização da máquina pública em benefício próprio ou de algum familiar? Não. Então a sensação que sinto neste momento é de que foi feita a justiça".