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10/03/2008 00:09
Vereadores suspendem trabalhos
da Comissão Processante

C. Lafaiete - Um clima de tensão pairou sobre a Câmara
Municipal de Conselheiro Lafaiete, na manhã do dia 26, quando os trabalhos da
Comissão Processante que apuravam denúncias contra o prefeito Júlio de Almeida
Barros, (PT) foram encerrados.
Os Vereadores acataram decisão judicial não realizando a sessão.
Na tarde de segunda feira (25), a Juíza da 4ª Vara de Conselheiro Lafaiete,
Andréia Cristina Miranda Costa, acatou a decisão da Desembargadora do Tribunal
de Justiça de Minas Gerais, Maria Elza, que defere o pedido de antecipação de
tutela recursal para que fossem suspensas as atividades da Comissão Processante
até decisão ulterior.
A tensão tomou conta dos aposentos que estavam na Casa e houve também uma
calorosa discussão entre o vereador Divino Pereira (PV) e José de Pádua
Rodrigues, autor da denúncia que deu origem à comissão que, aos gritos, expunham
suas opiniões.
Exatamente às 10hs, acompanhado dos vereadores Victor Bhering, Hélio, Aluísio de
Melo, Ivar de Almeida, Derli Aleixo, Benito Laporte, Divino Pereira e Zilda
Helena, o presidente da Câmara, Pastor José Boaventura (PSDB), confirmou a
suspensão da sessão e argumentou: "A razão da suspensão desta sessão se deve a
uma decisão judicial, em ação ajuizada pelo próprio denunciado - prefeito Julio
Barros e, respeitando a decisão do Poder Judiciário, deixamos de abrir a sessão
de julgamento. A Câmara cumpre seu dever. O prazo legal fixado para os trabalhos
da Comissão Processante, de 90 dias, termina hoje, 26.02 e não teremos mais
condições de realizar o julgamento.
Deixemos que o povo e a população façam, nas urnas, o seu julgamento", finalizou
.
Ao ser perguntado sobre qual a sensação de ver encerrado os trabalhos da
Comissão Processante, o Prefeito Julio Barros desabafou: "Sensação de justiça;
esta barbaridade não podia continuar. Tenho trabalhado junto com a comunidade,
trabalhando com transparência, com lisura. Isto que aconteceu aqui é uma grande
vitória.
Acho que o Pastor Boaventura foi feliz quando disse que cabe ao povo fazer
julgamento e confirmar ,ou não, nas urnas essa administração.
Em nenhum momento, nem na CPI nem na Comissão Processante, meu nome foi citado.
Então eu estava sendo processado por que? Houve algum roubo? Houve alguma
apropriação indébita? Houve alguma utilização da máquina pública em benefício
próprio ou de algum familiar? Não. Então a sensação que sinto neste momento é de
que foi feita a justiça".
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