A
expansão de Lafaiete
A
presença e a expansão da Gerdal Açominas e da Companhia Siderúrgica Nacional
(CSN), na região central de Minas, provocou um verdadeiro colápso de
mão-de-obra, nas vizinhas Ouro Branco, Lafaiete e Congonhas. Em matéria
intitulada o "Eldorado Mineiro" , o jornal "Estado de Minas" do dia 7 de
abril menciona afalta de profissionais com experiência em diferentes áreas,
desde carpinteiros, pedreiros e armadores até engenheiros civis e de
segurança do trabalho.
De acordo com a matéria as empresas
contratadas pela Prefeitura de Lafaeite para executar o serviço de capina
encontram dificuldades para recrutar funcionários. Também os funcionários
dos supermercados estão pedindo demissão para trabalhar nas obras de
expansão da Açominas e Siderúrgica Nacional. Em Lafaiete, a chamada
população flutuante, que todas as manhãs sai do município para trabalhar nas
obras de expansão é estimada em 10 mil pessoas. Segundo levantamentos da
Prefeitura, atualmente então em andamento, cerca de 500 obras. O
proprietário de uma concessionária de veículos declarou que em um mês
vendeu 55 veículos zero quilômetro.

Um empresário do setor imobiliário afirma que os imóveis
comerciais "valem o dobro do que encontrávamos há dois anos". Apartamentos
de três quartos são oferecidos por R$ 220 mil. "Quem consegue encontrar uma
loja de oitenta metros quadrados, na rua Melo Viana, no centro de Lafaiete,
tem que pagar cerca de R$3,5 mil por mês de aluguel", afirma o empresário.