14/03/2008 01:13
Criar cursos
noturnos é uma das exigências para que
universidades recebam recursos do Reuni
Amanda
Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
Para
participar e receber as verbas do programa
de Apoio a Planos de Reestruturação e
Expansão das Universidade Federais (Reuni),
as instituições federais de ensino superior
(Ifes) precisam alcançar cinco metas:
aumentar o número de vagas, ampliar ou abrir
cursos noturnos, reduzir o custo por aluno,
flexibilizar os currículos e combater a
evasão.
Os cursos a serem criados pelas
universidades devem atender às deficiências
do país, como a falta de professores da
educação básica. A previsão é que as
licenciaturas para formação desses
profissionais passem dos 931 cursos
oferecidos hoje para 1.198 em 2012.
Outro foco do programa é a ampliação de
vagas nos cursos noturnos, carência que
impede o acesso ao ensino à boa parte da
população. As vagas devem passar de 134 mil
para 227 mil no mesmo período.
Braço do Plano de Desenvolvimento da
Educação (PDE), o Reuni quer aumentar o
número de estudantes matriculados nas
universidades federais do país. A previsão é
que as vagas para graduação presencial, por
exemplo, passem das atuais 653 mil e
alcancem a marca de 1 milhão.
Em cerimônia realizada ontem (13) no Palácio
do Planalto, os 53 reitores assinaram o
acordo de metas do programa.
Para sustentar essa ampliação, o projeto
prevê a liberação de R$ 2 bilhões, até 2012,
para as universidades. A verba
disponibilizada para cada instituição foi
determinada a partir das propostas
encaminhadas pelas universidades em outubro
passado. O presidente assinou hoje um
projeto de lei em regime de urgência para
contratar 16 mil novos professores ainda no
primeiro semestre desse ano.
O ministério se comprometeu a acompanhar de
perto o uso dos recursos disponibilizados.
“A cada movimento [das universidades] que
signifique a ampliação de tantas vagas,
haverá o repasse proporcional. Caso uma das
partes não a cumpra, a autorização de
provimentos fica suspensa”, explicou o
secretário de Ensino Superior, Ronaldo Mota.
Apesar do plano de ampliação, o secretário
Ronaldo Mota descartou a possibilidade de o
governo abrir mão de programas como o
Universidade para Todos (Prouni), que dá
bolsas de estudo a alunos de baixa renda em
instituições particulares.
“A situação do Brasil é tão complexa do
ponto de vista educacional, as nossas
tarefas são tão gigantescas que
provavelmente em um cenário de curto a médio
prazo, nós não deveremos abrir mão de nenhum
programa [de acesso ao ensino superior].
Eles são complementares, não há nenhum
conflito entre eles”, avaliou Mota.