13/03/2008 02:23
MAUÁ terá duas equipes na 14ª
edição do Baja SAE BRASIL-PETROBRÁS
Expectativa é chegar ao SAE
Baja Midwest no Canadá
Duas equipes de alunos dos cursos de
Engenharia do Centro Universitário
do Instituto Mauá de Tecnologia preparam
as malas rumo à cidade de Piracicaba, no
interior de São Paulo, para participar de
mais uma edição do BAJA SAE BRASIL –
PETROBRÁS. A competição acontece de
13 a 16 de março e a Mauá
participa
com dois carros, o Mauá Atacama e o
Mauá Borneo. A expectativa das
equipes é estar entre as primeiras colocadas
e garantir um lugar na versão canadense da
competição, em junho.
“Os dois bajas são muito bons e as novas
soluções já foram testadas em competições
anteriores”, explica o professor Alfredo
Bernardini, coordenador das equipes. A
confiança entre os estudantes também é
grande. Thomas Stefan Güntert, piloto
da equipe
Mauá Atacama afirma
que o principal objetivo é estar entre os
três primeiros colocados para ganhar o
direito de representar o Brasil na
competição SAE Baja, em junho, no
Canadá.
A equipe Mauá Borneo partiu do
projeto do carro que competiu em Piracicaba,
no ano passado, e foi campeão geral do
somatório das provas dinâmicas. O projeto é
mais tradicional e considerado conservador,
porque usa conceitos bastante difundidos
pela equipe e testados sob as mais diversas
condições. “Este é o melhor projeto de todos
os tempos da equipe, já que está em um nível
de confiabilidade e competitividade bastante
elevado”, afirma Thomas Güntert. A equipe
Mauá Atacama conta com o carro que
debutou no Baja Regional Sudeste, em São
Carlos. “Seus conceitos são bastante
diferentes daqueles tradicionalmente
utilizados, não só pelas equipes da Mauá. A
caixa de engrenagens utilizada em 2007 foi
totalmente revista, garantindo um grande
alívio de massas. As laterais do carro foram
laminadas em fibra de vidro para melhor
acabamento e a suspensão traseira conta com
um novo conjunto mola e amortecedor”,
acrescenta o piloto, que reconhece, no
entanto, ainda haver muito a ser explorado
nos conceitos apresentados pelo projeto.
As duas equipes, formadas por alunos do
curso de Engenharia, das habilitações
Mecânica, Produção Mecânica, Controle e
Automação e, também, do curso de Design do
Produto, estão empenhadas nos projetos desde
a última edição da competição, realizada em
2007. Para a Mauá, a participação dos
alunos em atividades extra-curriculares é
fundamental para o crescimento profissional.
O professor Alfredo Bernardini explica que
esse tipo de atividade-competição é muito
importante na formação de um engenheiro,
tanto assim que ex-bajeiros são
profissionais cobiçados pelas montadoras e
indústrias de autopeças. “Além do aspecto
técnico em si, do projeto e da construção de
um veículo que atenda a especificações
bastante restritas e que tenha um desempenho
superior ao dos concorrentes, os alunos têm
que trabalhar em grupo, organizar-se e
aprender a obedecer aos cronogramas que não
podem ser postergados”, afirma o professor.
A competição - O
BAJA SAE BRASIL – Petrobrás é
o maior evento automobilístico acadêmico do
País, no qual concorrem as mais renomadas
instituições de ensino nacionais. A
competição simula uma situação real de
desenvolvimento de um projeto de Engenharia.
Os participantes devem trabalhar em equipe
para projetar, construir, testar, promover e
competir com um veículo fora-de-estrada (off-road),
de estrutura tubular em aço, monoposto, com
quatro ou mais rodas, capaz de transportar
pessoas com até 1,90m de altura e pesando
até 113,4 kg. Sistemas como suspensão,
transmissão, freios e o próprio chassi devem
ser desenvolvidos pelos alunos. A fabricação
deve ser feita com ferramentas padrão da
indústria, com pouca ou nenhuma mão-de-obra
especializada.
O veículo construído deve ser
seguro, facilmente transportado, de simples
manutenção e operação. Durante os quatro
dias de competição, os carros são avaliados
quanto a itens como segurança, motor,
conforto do operador, facilidade de produção
em massa, facilidade de manutenção,
conformidade do projeto, originalidade e
aparência; são ainda analisados parâmetros
como tração, manobrabilidade, aceleração,
velocidade máxima, subida de rampa
e encerra-se a avaliação com um enduro de
quatro horas em uma pista de terra
especialmente preparada. Os participantes
também são avaliados por meio de uma
apresentação oral, na qual os juízes
questionam os alunos sobre os projetos.
Serviço
-
14ª
Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS
Período:
13 a 16 de março (quinta a domingo)
Local: Esporte Clube Piracicabano de
Automobilismo (ECPA) – Rodovia SP 135, km
13,5, bairro Tupi, Piracicaba (SP).
Outras informações:
www.saebrasil.org.br.
INSTITUTO MAUÁ DE TECNOLOGIA
– IMT
O Instituto Mauá de
Tecnologia - IMT é uma entidade de direito
privado, sem fins lucrativos, cujo objetivo
principal é promover o ensino
técnico-científico, visando a formação de
recursos humanos altamente qualificados, que
contribuam para o desenvolvimento
socioeconômico do País.
Fundado em 11 de dezembro de 1961, o IMT foi
autorizado pelo MEC, em janeiro de 2000, a
criar seu Centro Universitário com sede no
Campus de São Caetano do Sul, onde mantém os
cursos superiores de Design do Produto,
Engenharia (nas habilitações: de Alimentos,
Civil, de Controle e Automação, Elétrica,
Mecânica, de Produção Mecânica e Química) e
de Tecnologia (em: Gestão Ambiental, Gestão
da Tecnologia da Informação, Marketing e
Processos Gerenciais) e desenvolve programas
de mestrado em Processos Químicos e
Bioquímicos e de Pós-graduação em Engenharia
de Processos Industriais. No Campus de São
Paulo são oferecidos o curso superior de
Administração e os cursos de extensão,
atualização profissional e MBAs. O Centro
de Pesquisas, também instalado no Campus de
São Caetano do Sul, desenvolve projetos e
pesquisas nas diversas áreas da Engenharia e
proporciona aos alunos do Centro
Universitário complementação de sua
formação, mediante a oferta de estágios.