25/10/2008 03:25
Iphan autoriza
levantamento arqueológico em rodovia federal
no Amazonas
Lana Cristina
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
concedeu permissão à equipe da arqueóloga
Lúcia de Jesus Cardoso Oliveira Juliani,
para realizar diagnóstico arqueológico na
BR-317, no trecho que vai do km 416 ao 536.
A portaria de permissão para a condução de
pesquisas arqueológicas na rodovia federal
foi publicada hoje (8) no Diário Oficial da
União.
Na mesma portaria, o Iphan concedeu mais
três meses à equipe da arqueóloga Erika
Marion Robranh-González para continuidade do
projeto de pesquisa na área em que passará a
linha do Trem de Alta Velocidade. As
pesquisas compreendem trechos dos estados de
São Paulo e do Rio de Janeiro. Ali, com o
apoio do Núcleo de Estudos Estratégicos da
Universidade de Campinas (SP), os
arqueólogos estão fazendo também o
levantamento histórico, cultural e
paisagístico das áreas pesquisadas.
No caso das pesquisas na BR-317, a equipe
tem quatro meses para finalizar os
trabalhos, podendo ser estendido o prazo. A
área de abrangência da pesquisa fica no
município de Boca do Acre, no Amazonas.
Lúcia Juliani coordenará os trabalhos, tendo
sido, portanto, nomeada fiel depositária do
eventual material arqueológico recolhido no
local durante a pesquisa de campo.
A guarda do material coletado e sua
preservação será de responsabilidade da
Primeira Superintendência Regional do Iphan.
A pesquisa tem o apoio do Instituto de
Pesquisas em Arquelogia, da Universidade
Católica de Santos (Unisantos).
A legislação ambiental prevê que um ano
antes do início de qualquer obra seja feito
o salvamento de sítios arqueológicos já
localizados. Cabe ao Iphan conceder a
permissão ou a autorização necessária ao
licenciamento de projetos de pesquisa
arqueológica.
Em 2006, 13 sítios arqueológicos
compreendidos no trecho da BR-101 que vai de
Palhoça, em Santa Catarina, até o Rio Grande
do Sul, foram danificados pelas obras de
duplicação da rodovia. Na época, o
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de
Transportes (Dnit) e a Fundação de Apoio à
Educação, Pesquisa e Extensão da Unisul (Faepesul)
assinaram convênio para salvamento de 37
sítios arqueológicos que estão sob impacto
das obras da BR-101.
Foram destinados R$ 3,1 milhões para a
realização das pesquisas. As prospecções
continuam até o final de 2008 e estão sob o
comando do arqueólogo Marco Aurélio Nadal De
Mais, chefe do Laboratório de Antropologia
Cultural e Arqueologia da Unisul,
universidade comunitária que fica em Santa
Catarina. Estima-se que existam 100 sítios
arqueológicos até o trecho da BR-101 que vai
até Imbituba (SC).