17/04/2008
16:18
Vale se
pronuncia sobre invasões do MST
As lideranças do Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST), desafiando a
Justiça, cumpriram suas ameaças e invadiram
novamente a Estrada de Ferro Carajás (EFC).
A nova invasão, a nona em 13 meses,
aconteceu às 7h25 de hoje, 17 de abril, e
foi feita por cerca de 500 pessoas, em sua
maioria integrantes do MST, num trecho do
município de Parauapebas (PA).
Os invasores, liderados pelo MST, fizeram de
novo um de nossos maquinistas refém. A
vítima foi Raimundo de Souza Nepomuceno, de
43 anos, que teve sua vida ameaçada por
manifestantes que portavam porretes e
facões. Os invasores também ameaçaram
incendiar a locomotiva caso o maquinista não
abrisse as portas da composição. O empregado
cedeu, abriu as portas e foi retirado à
força da locomotiva e, depois, libertado.
Desta vez, os líderes do MST foram ainda
mais longe. Numa demonstração de que não
medem esforços para pôr em prática seus
planos criminosos, seqüestraram um ônibus de
uma empresa prestadora de serviços para a
Vale. O veículo foi interceptado por
manifestantes que ameaçaram e forçaram o
desembarque de 35 passageiros. O ônibus
permaneceu, ilegalmente, por algum tempo em
poder dos integrantes do MST.
A Vale vem a público manifestar sua
indignação pela insuficiência de ação das
autoridades competentes que foram, há muito
tempo e amplamente, avisadas que esta
invasão iria acontecer. É inadmissível que
os governantes não tenham tomado a tempo as
providências necessárias para evitar que,
mais uma vez, o MST e seus cúmplices
afrontassem o Estado de Direito e não
cumprissem as determinações judiciais de não
promover invasões.
A Vale não vai se calar diante das ameaças
do MST ou da falta de responsabilidade de
governantes, em especial no Estado do Pará,
que se omitem diante de um crime há muito
anunciado e que, por incompetência ou por
conivência, estão assistindo a esta maré de
crimes que nos últimos dias vem
aterrorizando o Brasil.
Há muito tempo, a Vale vem alertando essas
autoridades de que este clima de desrespeito
ao Estado de Direito cria um péssimo
ambiente para a atração de investimentos
para o nosso país, em especial para o Pará,
região que apresenta um dos maiores
potenciais de crescimento e geração de renda
e emprego.
O Conselho de Administração da Vale já
aprovou um plano de investimentos que, entre
2008 e 2012, deve levar para a região cerca
de US$ 20 bilhões e gerar mais de 35 mil
novos empregos.
A Vale reafirma que não vai poupar esforços
para proteger seus empregados, usuários do
trem de passageiros, clientes e acionistas,
já que a EFC é um importante veículo de
transporte e desenvolvimento para o país.
Com a invasão, cerca de 1.300 pessoas deixam
de poder viajar entre os estados do Pará e
Maranhão. Além disso, fica comprometido o
transporte de combustíveis para os
municípios do sudeste do Pará.
Também está interrompido o transporte de
cerca de 300 mil toneladas de minério e
outras cargas, levando a uma perda diária de
US$ 22 milhões para a balança comercial
brasileira.
A Vale reafirma que não vai se deixar
intimidar por um grupo que insiste em não
respeitar a Justiça, e confia que as
Polícias Federal, Militar e Civil do Estado
do Pará vão agir com firmeza para
restabelecer o Estado de Direito.
Fonte:
www.vale.com.br