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10/04/2008 01:08

 

Polícia Federal prende 14 prefeitos em operação contra fraudes na liberação de recursos para municípios
 

A Polícia Federal deflagrou ontem, 9, uma operação para pôr fim a um esquema de liberação irregular de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

500 agentes participam da ação cumprindo mais de 140 mandados de prisão e de busca e apreensão nos estados de  Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.

O prejuízo aos cofres públicos pode passar de R$ 200 milhões. De acordo com a Polícia Federal, as investigações foram iniciadas há oito meses. As fraudes teriam a participação de prefeitos, procuradores, magistrados e lobistas. Os levantamentos dos agentes mostram que decisões judiciais eram negociadas para repassar verbas a municípios devedores do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).

Segundo a Polícia Federal,  um escritório de advocacia era contratado sem licitação para oferecer vantagens a juízes e servidores do Judiciário. Os honorários eram divididos com os prefeitos que solicitavam os serviços ilegais.

Denominada de Pasárgada, a operação conta com o apoio de 23 analistas de finanças e controle da Controladoria-Geral da União (CGU).

 

Entre os prefeitos presos, segundo informou a Polícia Federal, estão:

 

Carlos Alberto Bejani (PTB), de Juiz de Fora (MG);

Demetrius Arantes Pereira (PTB), de Divinópolis (MG);

Júlio Cesar A. Barros (PT), de Conselheiro Lafaiete (MG);

José Eustáquio R. Pinto (DEM), de Cachoeira da Prata (MG); Geraldo Nascimento (PT), de Timóteo (MG);

Ademar José da Silva (PSDB), de Vespasiano (MG);

José Henrique Gomes Xavier (PR), de Minas Novas (MG); Edson Said Rezende (DEM), de Ervália (MG);

Walter Tanure Filho (DEM), de Medina (MG);

Claudemir Carpe (PTdoB), de Rubim (MG);

José Eduardo Peixoto (PSDB), de Salto da Divisa (MG);

Paulo Ernesto Pessanha da Silva (DEM), de Itabela (BA); Carlos Luis de Novaes (PDT), de Almenara (MG);

Gilberto Balbino (PR), de Sobradinho (BA).


Segundo o secretário de Governo e Imprensa de Conselheiro Lafaiete, Diarlhes Pider, o prefeito está "tranqüilo". Ele afirmou que a PF deteve Júlio Cesar de Almeida Barros com a finalidade de impedir que ele interfira nas investigações. O secretário informou ainda que a PF questiona a contratação de uma consultoria para reaver recursos do INSS, mas a operação teria sido feita com autorização de uma juíza federal. "Não temos nenhum interesse em esconder nada. Achamos importante a PF cumprir esse papel. Se dos presos, encontrarem um culpado, já é positivo", disse o secretário.