Convênios entre prefeituras
e polícia e punições na Cemig serão temas de
audiência na Assembléia
A Comissão de Direitos
Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais realiza
nesta terça-feira (20/5/08), duas audiências Públicas. A
primeira, às 14 horas, no Auditório, será com autoridades do
setor de segurança pública do Estado. O objetivo é discutir
os convênios celebrados entre prefeituras e as polícias
Militar e Civil envolvendo a cessão de pessoal. Também estão
na pauta os convênios de manutenção de edificações,
equipamentos e veículos para a prestação de serviços à
comunidade.
O requerimento para o encontro partiu dos deputados Durval
Ângelo (PT) e João Leite (PSDB). A intenção dos
parlamentares é saber mais detalhes desses convênios, já que
a maioria deles é informal. Conforme informações do gabinete
do deputado João Leite, as prefeituras acabam assumindo
encargos que não são da competência delas, tais como aluguel
de imóveis para instalação de delegacias, combustível para
viaturas e cessão de funcionários para trabalhar na área
administrativa.
Foram convidados o secretário de Estado de Defesa Social,
Maurício Campos Júnior; o comandante-geral da Polícia
Militar, coronel Hélio dos Santos Júnior; o comandante-geral
do Corpo de Bombeiros, coronel José Honorato Ameno; o chefe
da Polícia Civil, Marco Antônio Monteiro de Castro; o
presidente da Associação Mineira de Municípios, Celso Cota
Neto; e o representante do Gabinete Integrado das Entidades
de Classe das Forças de Segurança de Minas Gerais, Danilo
dos Santos Pereira.
Denúncias de punições na Cemig
Os deputados da Comissão de Direitos Humanos voltam a se
reunir com convidados, às 16 horas, também no Auditório,
onde pretendem debater denúncias de punição sofrida pelos
trabalhadores da Cemig que participaram de paralisação
durante a negociação de seu último acordo coletivo de
trabalho. O requerimento para o encontro é do presidente da
comissão, deputado Durval Ângelo (PT).
O coordenador-geral do Sindieletro, Wilian Vagner Moreira,
informa que 13 trabalhadores sofreram suspensão de 15 dias e
corte de 50% do salário do mês, por se recusarem a trabalhar
em três dias de paralisação. Sete deles, que eram
supervisores, ainda teriam perdido os cargos, sob a alegação
de quebra de confiança. A campanha salarial ocorreu em
novembro e dezembro passados. Os funcionários protestaram
contra a retirada de uma gratificação mensal do Acordo
Coletivo de Trabalho.
"Cinco meses depois, a Cemig, de maneira covarde e
truculenta, continua punindo os trabalhadores em função da
participação no movimento de resistência", protesta o
coordenador do Sindieletro. Ele informa que o sindicato
acionou a Justiça do Trabalho, a qual já cancelou as
punições a cinco trabalhadores. "Esta repressão aos
movimentos dos trabalhadores tem virado uma prática na Cemig.
A empresa chama o Batalhão de Choque para acompanhar nossas
assembléias e persegue e processa os dirigentes sindicais",
acrescenta.
Foram convidados para o encontro o secretário de Estado de
Desenvolvimento Econômico, Márcio Araújo de Lacerda; o
procuradora de Justiça do Trabalho, Sônia Toledo Gonçalves;
o presidente da Cemig, Djalma Bastos Morais; a chefe do
Centro Regional de Minas Gerais Marta de Freitas; e o
coordenador-geral do Sindieletro, Wilian Vagner Moreira.