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05/06/2008 - 17:40
Indústria de Minas mantém bom ritmo de
crescimento, diz o IBGE
A produção industrial de Minas Gerais apresentou
um crescimento de 7,2% no primeiro quadrimestre
do ano e registrou, no acumulado de 12 meses,
uma expansão de 8,7% contra 7,0% da média
brasileira, confirmando o processo de
sustentabilidade da economia mineira. A
informação foi divulgada, nesta quinta-feira
(05), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), em sua pesquisa regional
mensal. Segundo o IBGE, também em abril Minas
apresentou resultado positivo de 0,4%, acima da
média nacional, que ficou em 0,2%.
Na comparação com abril de 2007, a indústria
mineira cresceu 6,9%, resultado abaixo da média
nacional (10,1%). Neste indicador mensal,
observa-se desempenho positivo tanto na
indústria extrativa (2,6%) como na de
transformação (7,7%). Nesta última, seis dos 12
segmentos pesquisados assinalaram expansão, onde
o destaque foi de veículos automotores (29,7%).
Vale citar também os impactos positivos sobre a
média global vindos de minerais não-metálicos
(15,8%), alimentos (6,3%) e metalurgia básica
(3,9%). Nestes ramos, sobressaíram,
principalmente, os itens cimentos e tijolos,
placas e ladrilhos; biscoitos e bolachas e
lingotes, blocos e tarugos ou placas de aço. Por
outro lado, o resultado atípico vindo da
indústria de celulose e papel (-24,3%),
influenciado por uma paralisação técnica em
grande empresa do setor, e a redução de 7,4% em
outros produtos químicos impediram um índice
global mais elevado.
Na análise dos índices por quadrimestre, que
mostrava trajetória ascendente do segundo
quadrimestre de 2006 (3,4%) até o segundo de
2007 (10,5%), o setor industrial mineiro perdeu
fôlego, assinalando 8,5% no último quadrimestre
de 2007 até chegar a 7,2% no primeiro
quadrimestre de 2008.
VEÍCULOS PUXAM
- Nos quatro primeiros meses do ano, frente a
igual período de 2007, a indústria mineira
assinalou expansão em nove dos treze ramos
pesquisados. A boa performance dos itens
veículos automotores (23,9%) e setor extrativo
(9,3%) foi determinante para o índice global.
Também cabe mencionar o comportamento positivo
em refino de petróleo e produção de álcool
(12,2%) e em minerais não-metálicos (9,5%).
Nestes setores, sobressaem, principalmente,
maiores taxas de óleo diesel e gasolina e
cimento e tijolos.
Por outro lado, as maiores contribuições
negativas vieram dos setores têxtil (-5,3%) e
fumo (-7,0%) influenciados, em grande parte,
pela redução na produção de tecidos de algodão e
cigarros.
Ao avaliar a estatística, o secretário de Estado
de Desenvolvimento Econômico, Raphael Guimarães
Andrade, lembrou que o setor industrial mineiro
vem sustentando resultados positivos há 23
trimestres. Disse que o Governo de Minas
continuará trabalhando para facilitar e
incentivar a vida do setor produtivo, a fim de
manter o bom ritmo de crescimento industrial.
Segundo o secretário, as perspectivas são
bastante favoráveis já que os investidores
continuam fazendo opção pela instalação de seus
negócios em Minas, conforme mostra a carteira do
Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI).
Os investimentos públicos e privados anunciados
para o Estado, para o período 2003 a 2010, nas
três esferas de governo, totalizam R$ 168,6
bilhões, predominando os setores siderúrgico e
de mineração.
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Indicadores Conjunturais da
Indústria Resultados Regionais
-
Abril/2008 - |
|
L o c a i s |
Taxa de Variação (%) |
|
Mês / Mês (*) |
Mensal |
Acumulado
Jan – Abr |
Acumulado
12 meses |
|
Amazonas |
0,1 |
2,6 |
9,3 |
7,8 |
|
Pará |
-2,5 |
2,6 |
6,7 |
3,1 |
|
Ceará |
-7,7 |
6,6 |
4,9 |
2,9 |
|
Pernambuco |
-8,4 |
3,0 |
11,2 |
6,5 |
|
Bahia |
1,6 |
12,3 |
5,8 |
4,0 |
|
Minas Gerais |
0,4 |
6,9 |
7,2 |
8,7 |
|
Espírito Santo |
-0,3 |
22,0 |
16,3 |
11,0 |
|
Rio de
Janeiro |
-3,5 |
-2,8 |
2,4 |
2,2 |
|
São
Paulo |
0,6 |
14,9 |
10,6 |
8,4 |
|
Paraná |
-1,0 |
9,7 |
10,1 |
7,0 |
|
Santa
Catarina |
0,9 |
9,9 |
4,1 |
5,5 |
|
Rio
Grande do Sul |
-1,1 |
7,5 |
6,5 |
6,8 |
|
Goiás |
3,6 |
15,8 |
11,3 |
4,6 |
|
Brasil |
0,2 |
10,1 |
7,3 |
7,0 |
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação
de Indústria
(*) Com ajuste sazonal
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