Ouro Preto, 

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Regina Braga avalia o governo

e fala sobre o momento político

   Ouropretana,  nascida no distrito de Engenheiro Corrêa, há dez  anos  iniciou  sua vida pública,  ocupando  cargo  de  Secretária  de  Administração onde permaneceu por três anos.  Afastou-se do cargo para  disputar a eleição  de  seu  primeiro mandato.

   Sua  trajetória, já  no segundo mandato, é marcada  por grande  número  de votos.   Como lição de vida,  Regina  destaca, nos três  anos  que  atuou  como secretária, a  ética, responsabilidade  e economia. Lembrou  que  a  arrecadação do município, em sua gestão  como  secretária,  atingia um décimo do orçamento  atual, sendo o repasse  mensal de um milhão e meio  de reais:  “Foi  uma época em que a prefeitura  passava  por  crise de arrecadação e  foi  surpreendida pelo  terrível  rompimento  da caixa  d’água  que assolou famílias no bairro água limpa.  A  arrecadação  era baixa  e as necessidades eram  muitas  e  me serviu de  experiência de vida e profissional”.  Formada em Administração de Empresas  em 1987 na Puc-Minas  e com  pós-graduação  e especialização em administração  pública  na UFMG em 2000, Regina  Braga faz sua  avaliação  quanto  ao atual  governo  e  fala com exclusividade ao Tribuna Livre  sobre  diversos aspectos políticos.

 

GOVERNO ANGELO OSWALDO

   Regina diz reconhecer  o  trabalho  de reestruturação realizada pela atual administração no seu  primeiro  ano e atribuiu à crise financeira dos últimos meses,  a impossibilidade de obras de maior vulto. “Muitas coisas foram  feitas,  temos que reconhecer, mas muitas outras ainda precisam  ser realizadas”. A retomada do convênio com o hospital, instalação do CTI, ampliação do Programa de Saúde da Família, Farmácia Popular, Centro de Especialidades Odontológicas, Samu, contratação de especialidades médicas, construção e reforma de postos de saúde foram por  ela avaliadas como de grande importância para o serviço de saúde no município.

   Questionada quanto às principais necessidades de sua região, citou o saneamento básico em Santo Antônio do Leite, Miguel Burnier e Mota além da distribuição de água em Engenheiro Corrêa, principalmente no período de seca. Avaliou que o município ainda precisa investir nessas localidades. Em reunião recente com o prefeito solicitou que parte dos recursos  vindos do pagamento de impostos da Cefem  (Contribuição Financeira de Extração Mineral) pela Companhia Vale do Rio Doce sejam  aplicados  nesses distritos  e que, independente desse recurso, tal investimento deve ocorrer com recurso próprio do município.

   A vereadora avalia positivamente a intervenção da prefeitura voltada às obras de melhoria na  captação, tratamento e distribuição  de água em Glaura, mas afirma que ainda existem problemas relacionados ao abastecimento na região. Citou o corte do serviço de transporte de pacientes dos distritos como prejudicial, trazendo transtornos para os distritos  e sub-distritos.

Frente aos argumentos do prefeito, relacionados aos casos em que o serviço de transporte é solicitado e as pessoas aproveitam para  fazer outras  coisas  na rua, sugeriu que prefeitura realize um controle para  evitar o desvirtuamento e completou que, na condição de vereadora, auxiliará na fiscalização dos transporte nas localidades em que representa, caso o serviço seja reativado.

 

EDUCAÇÃO, ESTRADAS, SEGURANÇA E EMPREGO NA REGIÃO DE CACHOEIRA DO CAMPO:

   Na educação,  Regina reconhece  a importância das obras de reforma e ampliação das escolas. Disse confiar no trabalho desenvolvido pela Secretária Crovymara Batalha e, ainda assim, aguarda ansiosa por melhorias na qualidade de ensino em todo o país. Para a vereadora, o trabalho de reforma e ampliação da escola no sub-distrito do Mota foi muito importante e completou: “A educação está funcionando muito bem, e as estradas recebem boa manutenção, mas a segurança pública na região ainda aspira por melhorias e maior atenção”. “Precisamos com urgência do destacamento em Miguel Burnier prometido pelo Tenente Coronel Marco Antônio Janeiro”,completou

. Quanto à formação de novas frentes de trabalho, Regina não esconde sua preocupação: “A utilização da mão de obra de Miguel Burnier pela Gerdau acontece, mas não atinge a proporção necessária para equacionar a demanda.” “A Gerdau não tem gerado emprego nos distritos do entorno como: Engenheiro Corrêa, Santo Antônio do Leite, Cachoeira do Campo, Amarantina, Glaura, São Bartolomeu, Rodrigo Silva e Mota”. “A grande maioria da mão de obra da empresa vem de outros municípios como Ouro Branco, Lafaiete, Congonhas e a região está ficando prejudicada sem capacitação profissional”. Segundo Regina, a Vale e a Samarco capacitaram a mão-de-obra de Mariana e Ouro Preto enquanto que, a seu ver, a Gerdau não demonstra interesse nesse sentido.

CANDIDATURA

   A  vereadora afirma  que  são apenas especulações os comentários que ela formaria chapa com o ex-prefeito José Leandro nas próximas eleições e que ainda espera uma posição do PSDB para a campanha de 2008.

“Todos os nomes apresentados até o momento têm qualidades e defeitos”,disse. Regina preferiu não afirmar sua posição em relação ao apoio a candidatos. 

A vereadora lembrou que o mandato político agora é do partido e citou seu nome como candidata em algum momento político da cidade, mas não manifestou intenção para as eleições de 2008. 

 

   

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