|
02/01/2008
Antônio de Pádua e redação
Filha do prefeito que tombou Ouro Preto faz 90 anos
No dia
14 de dezembro Clotilde Ferreira Velloso Braz Pinto, a filha
caçula do ex-prefeito João Velloso, comemorou em Ouro Preto,
90 anos.
Quando
criança, ela, seus dois irmãos e a irmã residiram na rua Direita
no mesmo casarão em que funciona hoje o Restaurante Casa do
Ouvidor.
Clotilde,
que é viúva, trabalhou no Rio de Janeiro, tornando-se amiga do
poeta Carlos Drummond de Andrade. Morou em Petrópolis, onde era
amiga dos membros da família imperial Orleans Bragança.
Em sua
intensa vida social, Clotinde tornou-se autora de expressões que
atestam a sua inteligência aguçada. Sua amiga Rosa de Lima
Barbosa Leite cita algumas frases da amiga que são
verdadeiras preciosidades:
Ao receber
a tradicional saudação, Muito prazer!, Clotilde retribuí com a
frase "O meu (prazer) não é menor".
Ela
sempre usa também as expressões: "A casa é nossa e a
chave é sua". "Nem tanto nem tão pouco", Quando dialoga
com um rapaz, costuma tratá-lo de "Jovem Senhor". O seu pai, o
médico, João Batista Ferreira Velloso foi prefeito de Ouro Preto
no período de 1931 a 1936. Nasceu em 1869 e morreu em 1954.
Na
época, quando Ouro Preto não tinha sido integralmente tombada
com a criação do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o
prefeito João Velloso assinou a Lei número 9847, de 3 de
setembro de 1932, proibindo as construções que estivessem em
desacordo com o estilo colonial da cidade. O decreto impedia,
ainda, que os reparos e consertos dos imóveis não
poderiam alterar os seus telhados e suas fachadas. Ainda
segundo o artigo quinto do mesmo decreto, qualquer reparo em
um prédio do centro histórico deveria ter o alvará da
prefeitura.
|