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06/06/2008 20:31

 

Gerdau Açominas cria reserva particular de preservação ambiental na serra do ouro Branco

 

Reserva Particular do Patrimônio Natural tem área de 1.247 hectares e abriga espécies em extinção e nascentes

Iniciativa voluntária não é contrapartida de investimento industrial

A Gerdau Açominas inaugurou hoje, dia 6 de junho a criação da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Luis Carlos Jurovsky Tamassia, na Serra do Ouro Branco (MG), como fruto da interação entre o Grupo Gerdau e o Instituto Estadual de Florestas do SISEMA – Sistema Estadual de Meio Ambiente. Trata-se de uma área de 1.247 hectares onde ainda se encontram espécies da flora em risco de extinção. A iniciativa voluntária e de caráter perpétuo ,  de acordo com a  Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei do SNUC Nº 9.985/2000)  visa contribuir para a  proteção e manutenção da diversidade biológica, e de seus recursos naturais e meios culturais associados, manejadas por meio de instrumentos legais ou outros meios efetivos – preservação da biodiversidade e reforçar o compromisso da Gerdau Açominas com a conservação e uso sustentável dos recursos naturais.

“Temos orgulho em anunciar a criação desta reserva, que é uma importante contribuição para a preservação da fauna e flora do cerrado mineiro. Ao investir em iniciativas como essa o Grupo Gerdau tem procurado participar do desenvolvimento de Minas Gerais de maneira sustentável e constante”, afirma o diretor-presidente (CEO) do Grupo Gerdau, André Gerdau Johannpeter. A RPPN está localizada no sopé da Serra do Ouro Branco e faz limite com o marco zero da Cadeia do Espinhaço.  A reserva possui vegetação característica de transição de mata atlântica e cerrado.  

Estudos realizados desde 2002 pela Gerdau Açominas, Instituto Estadual de Florestas e Universidade Federal de Viçosa demonstraram a necessidade de sua preservação.  Para Manoel Vitor de Mendonça Filho, Vice-presidente executivo da Operação de Negócios Açominas, a reserva também desenvolverá um importante papel educacional, pois possibilitará a realização de pesquisas científicas, atividades de educação ambiental, além de estar aberta para a visitação pública, seja com fins turísticos ou educacionais.

Na reserva podem ser encontradas espécies raras da flora brasileira, como a Vriesea minarum, uma planta da família das bromélias que está na lista da flora ameaçada do Brasil. Nela também foi descoberta a Dyckia ourobrancoensis, que só é encontrada no paredão da Serra do Ouro Branco. Os estudos sobre essa espécie estão sendo publicados na revista científica “Journal of Bromelial Society”, dos Estados Unidos. Além disso, dentro da reserva foi localizada a Aspilia caudata uma espécie de margarida que só existia até então no Parque Estadual do Itacolomi, na região de Ouro Preto. A região abriga as principais nascentes que contribuem para o abastecimento do reservatório Soledade, bem como espécies animais como o lobo-guará.

 A Reserva Particular do Patrimônio Natural é uma unidade de conservação particular, criada por iniciativa do proprietário e reconhecida pelo poder público, mediante ato do órgão governamental competente. Não há exigência sobre tamanho mínimo nem máximo para a criação de uma RPPN, pois a criação depende apenas do desejo do proprietário. O proprietário se compromete com a preservação em caráter permanente, uma vez criada, ela não pode ser revogada. Minas Gerais conta com cerca de 100 reservas do gênero.

A Reserva Particular do Patrimônio Natural Luis Carlos Jurovsky Tamassia recebeu este nome em homenagem ao ex-gerente de meio ambiente da Gerdau Açominas, que trabalhou pela criação da reserva ambiental na empresa.