Gerdau Açominas cria reserva particular de
preservação ambiental na serra do ouro
Branco
Reserva Particular do Patrimônio Natural tem
área de 1.247 hectares e abriga espécies em
extinção e nascentes
Iniciativa voluntária não é contrapartida de
investimento industrial
A Gerdau Açominas inaugurou hoje, dia 6 de
junho a criação da Reserva Particular do
Patrimônio Natural (RPPN) Luis Carlos
Jurovsky Tamassia, na Serra do Ouro Branco
(MG), como
fruto da interação entre o Grupo Gerdau e o
Instituto Estadual de Florestas do SISEMA –
Sistema Estadual de Meio Ambiente.
Trata-se de uma área de 1.247 hectares onde
ainda se encontram espécies da flora em
risco de extinção. A
iniciativa voluntária e de caráter
perpétuo , de
acordo com a Sistema Nacional de Unidades
de Conservação (Lei do SNUC Nº 9.985/2000)
visa contribuir para a proteção
e manutenção da diversidade biológica, e de
seus recursos naturais e meios culturais
associados, manejadas por meio de
instrumentos legais ou outros meios efetivos –
preservação da biodiversidade e reforçar o
compromisso da Gerdau Açominas com a
conservação e uso sustentável dos recursos
naturais.

“Temos orgulho em anunciar a criação desta
reserva, que é uma importante contribuição
para a preservação
da fauna e flora do cerrado mineiro. Ao
investir em iniciativas como essa o Grupo
Gerdau tem procurado participar do
desenvolvimento de Minas Gerais de maneira
sustentável e constante”,
afirma o
diretor-presidente (CEO) do Grupo Gerdau,
André Gerdau Johannpeter. A RPPN está localizada
no sopé da Serra do Ouro Branco e faz limite
com o marco zero da Cadeia do Espinhaço. A
reserva possui vegetação característica de
transição de mata atlântica e cerrado.
Estudos realizados desde 2002 pela Gerdau
Açominas, Instituto Estadual de Florestas e
Universidade Federal de Viçosa demonstraram
a necessidade de sua preservação. Para
Manoel Vitor de Mendonça Filho,
Vice-presidente executivo da Operação de
Negócios Açominas,
“a
reserva também desenvolverá um importante
papel educacional, pois possibilitará a
realização de pesquisas científicas,
atividades de educação ambiental, além de
estar aberta para a visitação pública, seja
com fins turísticos ou educacionais”.
Na reserva podem ser encontradas espécies
raras da flora brasileira, como a
Vriesea minarum,
uma planta da família das bromélias que está
na lista da flora ameaçada do Brasil. Nela
também foi descoberta a
Dyckia
ourobrancoensis,
que só é encontrada no paredão da Serra do
Ouro Branco. Os estudos sobre essa espécie
estão sendo publicados na revista científica
“Journal of Bromelial Society”, dos Estados
Unidos. Além disso, dentro da reserva foi
localizada a
Aspilia
caudata
uma espécie de margarida que só existia até
então no Parque Estadual do Itacolomi, na
região de Ouro Preto.
A região abriga as principais
nascentes que contribuem para o
abastecimento do reservatório Soledade, bem
como espécies animais como o lobo-guará.
A
Reserva Particular do Patrimônio Natural
é uma unidade de conservação particular,
criada por iniciativa do proprietário e
reconhecida pelo poder público, mediante ato
do órgão governamental competente. Não há
exigência sobre tamanho mínimo nem máximo
para a criação de uma RPPN, pois a criação
depende apenas do desejo do proprietário. O
proprietário se compromete com a preservação
em caráter permanente, uma vez criada, ela
não pode ser revogada. Minas Gerais conta
com cerca de 100 reservas do gênero.
A Reserva Particular do Patrimônio Natural
Luis Carlos Jurovsky Tamassia recebeu este
nome em homenagem ao ex-gerente de meio
ambiente da Gerdau Açominas, que trabalhou
pela criação da reserva ambiental na
empresa.