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O Calabouço
História e magia
num antigo porão da Rua Direita
Ferrugem França, Sergio Sanches e Wellington Silva
Idealizado em 1965
pela canadense Lois Geraldine Kanigan, conhecida como Dona Gerry, esta
casa que ocupa um charmoso porão da Rua Direita em Ouro Preto foi palco
de importantes momentos da história da arte e da cultura contemporânea
brasileira, abrigando em suas noites grandes nomes da arte brasileira.
Com essa iniciativa
alavancava-se o turismo em Ouro Preto, dando visibilidade ao conjunto
arquitetônico da cidade, até então pouquíssimo conhecido no resto do
mundo.
O sucesso do
Calabouço foi, e é no mínimo um fenômeno sociológico. Ele estimulou a
criação e abertura de outros restaurantes e hotéis em Ouro Preto.

Em seu período de
maior efervecência, impulsionou também as artes plásticas, a música e o
artesanato local, acordando a cidade para uma de suas mais fortes
vocações: o turismo.
Durante todos esses
anos o Calabouço foi administrado por várias pessoas, mantendo sempre
seu compromisso inicial com a boa música, cozinha e a arte.
Atualmente a casa
encontra-se sob a responsabilidade do Amilton de Oliveira Azevedo, que
a um ano e meio promove todas as noites, na antiga senzala da Rua
Direita verdadeiras orgias gastronômicas, acompanhadas por música de
excelente qualidade num cercado de magia e encanto.

Além da tradicional
comida mineira, a casa oferece porções variadas, das quais vale
salientar a costelinha com mandioca na manteiga e couve, a lingüiça com
mandioca e o torresmo.
O restaurante tem
ainda um variado cardápio composto por peixes, massas, carnes e caldos.
Para completar, o
Calabouço oferece todas as noites shows com artistas locais e de outras
partes do mundo, mantendo assim seu compromisso ideológico inicial,
remetendo o freqüentador aos lendários anos 60 e 70.

Hoje, mantendo toda
a tradição construída ao longo dos anos, o Restaurante Calabouço conta
com a presença em seu palco dos músicos Samuel D’Angelo, Kastora, com a
participação do pianista Jamir e Rogério Rodrigues, continuando uma
história iniciada nos anos 60.
A casa hoje é
freqüentada por turistas e ouro-pretanos, sintetizando num pequeno porão
todo o mágico universo de Ouro Preto.

Durante nossa visita
ao Calabouço, nosso anfitrião Amilton nos brindou com um delicioso pato
com arroz, acompanhado por uma bela salada, que foi provado e aprovado
por nossa equipe e por Ronald Guerra, o Roninho, sua esposa Pia Marcia e
filhas, Wanderley Ramos, Zelândia, Natália Tóffolo e Isabel presentes
numa noite digna de não ter fim.

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