ENTREVISTA: Doutora Sonia Andrade autora do projeto “A Casa é Nossa”

Por: Tribuna Livre
seg
01
maio
2017
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Recentemente ela esteve em Ouro Preto, apresentando o I Seminário
questões Imobiliárias problemas e soluções
Escolhida pelo povo em votação aberta para receber a Medalha Chiquinha Gonzaga, Doutora Sonia Andrade é nossa entrevistada desta edição. A Medalha Chiquinha Gonzaga é concedida a personalidades femininas que se destacam nas causas democráticas , humanitárias , artísticas e culturais e foi entregue no dia 8 de Março.
Doutora Sonia Andrade que está à frente do Instituto Novo Brasil, Fundado em 2006, é o braço social do 6 Cartório de Registro de Títulos e Documentos no Rio de Janeiro e esteve recentemente em Ouro Preto, participando do I Seminário questões Imobiliárias problemas e soluções.
SOBRE O INSTITUTO: O Instituto Novo Brasil tem o projeto “A Casa é Nossa” que já viabilizou gratuitamente aos moradores de diversas comunidades do Rio , mais de 8 mil títulos de posse , ajudando a muitas famílias a partir desse documento não ter sua moradia violada. Mas com esse documento em mãos , pode sonhar com mudanças na sua casa e a mudança de um futuro próximo.
T.L. – Você é a autora do projeto “A CASA É NOSSA. Como idealizou esse projeto? Dra Sônia – -Eu estava em Brasília num hotel conversando com a minha advogada, hoje falecida, Lígia Bernardes, que gostaria de fazer um projeto social que beneficiasse um número grande de pessoas… E aí expliquei para ela o que tinha na cabeça: “dar título de posse”em comunidade carente no Rio de Janeiro. Coloquei no papel, registrei o Projeto, levamos para Defensoria Pública que abraçou de imediato o Projeto como parceira. A primeira comunidade do Rio assistida foi o Cantagalo. T.L. – Quais foram seus parceiros para fazer a implantação do projeto no Rio de Janeiro? Dra Sônia – A Defensoria Pública, A Associação de Registradores de Títulos e Documentos da Cidade do Rio de Janeiro, a agência de Publicidade Primaconta, e a Um Habitat – ONU.
T.L. – Você esteve apresentando esse projeto em um seminário aqui em Ouro Preto, na UFOP. Após conhecer a realidade fundiária da região conclui que o mesmo possa ser implantado aqui? Dra Sônia – Sem sombra de dúvidas, os titulares das serventias extrajudiciais de Minas são extremamente competentes e humanos.
T.L. – Se sim, quais seriam os parceiros necessários e como seu Institutos pode atuar nesta implantação? Dra Sônia – Empresas comprometidas com a responsabilidade social, que possam investir numa sede e, em pessoas capacitadas para trabalhar no Projeto, pessoas que possam trabalhar na parte administrativa do Instituto, estudantes de direito, arquitetura, engenharia, edificações que trabalhem na parte operacional do Projeto “A casa é Nossa!”.
T.L. – Você acabou de ser escolhida pelo povo para receber a medalha Chiquinha Gonzaga, como melhor projeto social do Rio de Janeiro, tem algo a dizer sobre isto? Dra Sônia – Fico extremamente emocionada pela indicação e escolha do público. Na realidade quem ganha esse prêmio não é a “Sônia”, são todas as mulheres dessas comunidades que lutam para garantir um teto digno para suas famílias. Todas as registradoras públicas que me ajudam a levar segurança jurídica nesse Brasil a fora. Eu sabia que estava no caminho certo quando houve o desabamento do morro do Bumba no Rio, ao entrar em casa estava passando um programe e lá um senhor a mais de vinte quatro horas olhando a sua casa que não tinha desabado. Ele dizia para o repórter “eu estou olhando a minha casa, não tenho documento e alguém pode invadir!
T.L. – Qual é o seu objetivo futuro para este projeto? Dra Sônia -Levar para todas as comunidades do Brasil a fora, com a integração de todos os cartórios que estão envolvidos na empreitada da Regularização Fundiária: O Registro de Título e Documento fazendo a posse e constituindo a prova de cinco anos de moradia dessa pessoas, após os cinco anos os Notários que elaborarão a Ata Notarial e, os Registradores de Imóveis que darão a tão esperada Propriedade para essas pessoas. A partir daí nenhuma pessoa conhecerá um cartório somente no nascimento e morte, saberão a importância do registro público em suas vidas! Minha missão aí estará cumprida! Poderei dizer que : “A força não provém da capacidade física. Provém de uma vontade indomável” (Mahtma Gandhi)
CONCLUSÕES FINAIS: Eu gostaria de agradecer a todos que fazem desse Projeto um projeto campeão! A todos os meus colegas do Rio de Janeiro, registradores de RTD , Notas e RI, aos meus funcionários, a Primaconta, ao Banco Itaú pela parceria na construção de um mundo melhor, a Defensoria Pública, e a ONU por ter acreditado.
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