Cresce a cada dia o conflito entre algumas repúblicas estudantis e os seus vizinhos. Moradores da Bauxita e do Centro Histórico não aguentam mais.
Som no talo até as 5 da manhã, porta batida na cara de fiscais da Prefeitura, consumo de drogas, agressão a moradores próximos e destruição de bens públicos. Isto é o que fazem pessoas que vieram para Ouro Preto para estudar.
O que podemos esperar de um profissional que se forma com esta folha corrida? O que podemos esperar de uma elite privilegiada (só 4% dos brasileiros chega à universidade!) que agride quem paga os seus estudos? O que os outros 96% do povo que paga impostos pode esperar de um meliante destes?
E você sabe quem acaba tendo que pagar as multas das repúblicas federais pela bagunça? Nós, palhaços e babacas, que pagamos impostos e temos que levantar cedo pra trabalhar, pois a casa é do Governo Federal e ele vai a pagar a multa com nosso dinheiro. A UFOP inclusive está inadimplente com o Município por que não concorda em pagar estas multas.
Todos reconhecemos a importância da UFOP, do seu crescimento, da ampliação das vagas, dos recursos financeiros que ela e os seus alunos trazem pra cá. Sabemos do compromisso da Direção da Universidade com a nossa região e dos importantíssimos projetos da instituição para melhorar nossas condições de vida. Temos certeza de que a imensa maioria dos estudantes são sérios e cumprem o seu papel.
Mas, infelizmente, há uma banda podre que atrapalha tudo isto. Eles não respeitam quem os acolhe. São pessoas que estudam de graça, pagam dois reais por uma refeição balanceada no bandeijão, moram às vezes em casa do Governo e vem perturbar o nosso sono!!!
São falsos estudantes, que não merecem sentar nos bancos de uma universidade pública. São a escória da UFOP.
Esforços estão sendo feitos pela comunidade da Bauxita, pela Direção da UFOP, pela Prefeitura, pelo Ministério Público e pela Câmara para mudar esta situação. Se nos unirmos, a bagunça pode acabar. Acho que um medida interessante seria a UFOP mandar uma cartinha para os pais dos baderneiros informando o que o filho deles faz por aqui. Da minha parte, estou propondo mudanças na lei municipal do silêncio para enquadrar as repúblicas.
O mandato que tenho me dá direito de dar algumas sugestões a estes baderneiros. Voltem pra sua cidade e façam zona na sala da casa do pai e da mãe de vocês. Nós não queremos vocês aqui. Vocês não contribuem em nada para nossa cidade. Vocês só dão prejuízo ao Governo e amolação para os ouropretanos. Deixem-nos em paz.
Flávio Andrade
Vereador do Partido Verde

Muito me entristece o tom acusador e nada conciliador do Vereador de Ouro Preto. Contribui apenas para o ódio entre duas camadas essenciais à cidade.
Lugares onde há comunicação entre republicanos e ouro-pretanos ocorre o entendimento.
Porém, vale ressaltar, a incrível a coincidência de que sempre surjam novos heróis para velhos problemas quando falta 1 ano para a eleição.
Os estudantes também são patrimônio da cidade. Festa ajuda o jovem a socializar e tudo na vida tem seu momento de acontecer. Antes um estudante festeiro que um profissonal descompromissado. Vocês formam ótimos profissionais e se arrumarem emprego para esses baderneiros eles vão ter que dormir cedo também.
palhaçada…viva a revolução
Ouro Preto eh dos estudantes
os incomodados que se retirem
Sabemos que existem muitos estudantes que realmente agem destas forma, mas não somente em Ouro Preto! Generalizar é fácil! Também é muito fácil não falar da população muitas vezes mal-educada ouro pretana, que trata muitos alunos como se fossem criminosos. Estudei em Ouro Preto, morei em repúblicas, fiz muita festa, e nem por isso sou mal profissional, pelo contrário, saí empregado deste lugar antes mesmo de me formar, devido ao meu currículo por aí estruturado! Em minha estadia, escutei muita calúnia de cidadãos ouro pretanos, mas muitos outros souberam conversar e com isso nos entendermos! Fácil demais tomar atitudes drásticas. O governo não paga nada pelo meu estudo, nós pagamos, e vereadores como tais, deveriam saber incentivar a população ao entendimento e não a motins.
O Sr. escreve como legisla.